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Heloisa Todescatt, a publicidade e a fotografia de família

Acadêmica da Univel recebeu 5 prêmios internacionais nos últimos dois anos

13 de setembro de 2019

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Toda segunda-feira, Heloisa Todescatt sai de Assis Chateaubrind e vem pra Cascavel. Durante a semana cursa o sexto semestre de Publicidade e Propaganda. No sábado de manhã, volta para Assis. Em praticamente todos os fins de semana, Helô, como é conhecida, atua como fotógrafa profissional de família.

 

Além da rotina de viajante e estudante, está sempre buscando formas de se aperfeiçoar e crescer nas duas profissões. Com apenas 20 anos, já descobriu como equilibrar formação e profissão, e tem se saído muito bem! Só nos dois últimos anos, conquistou 5 prêmios internacionais em Fotografia.

 

Duas fotos foram premiadas no Outstanding Maternity Awards, única premiação internacional focada em fotografia de família. São centenas de inscritos, que enviam imagens de gestante, parto, newborn e família a cada edição. Outras três fotos foram premiadas no LSP Awards, especializado em fotografia de lifestyle.

 

Heloisa conversou com o 360on sobre prêmios, fotografia, publicidade, rotina e mercado. Confira como foi a conversa:

 

1 – Como iniciou na fotografia? Qual é e como é a área que você atua hoje?

Pontuar um início é meio complicado, para ser sincera, mas tenho memórias de quando eu tinha 10, 11 anos de idade, e eu fotografava minhas primas e amiguinhas, gostava de planejar cenários, montar e criar. Era uma das minhas brincadeiras favoritas. Trabalho atualmente com fotografia de Família, que vai desde a descoberta da gravidez, gestação, parto, primeiro aninho, e todo acompanhamento até aniversário de 15 anos.

 

2 – Como você descreve o seu trabalho? O que você ‘vê’ nas suas fotos ou o que quer transmitir com elas?

Acho o meu trabalho simples. Gosto de pensar nos ângulos, cortes e deixar que a cena aconteça, uma direção pouco invasiva. Gosto de me divertir fotografando e transmitir isso, pois acredito que o mais importante são as pessoas e as suas histórias

3 – De que forma você percebe seu crescimento no decorrer dos anos? O que mudou?

Cresci “autodidata” na fotografia, mas o grande salto foi aprender a teoria. O “feeling”, a intuição é importante, afinal, fotografia é uma arte, mas quando se sabe a teoria, tudo fica mais fácil, o olhar é treinado. Mas, além disso, eu também mudei. Conforme evoluímos como pessoa, as nossas práticas evoluem também.

 

4 – Quais os teus planos com a Fotografia?

Não tenho vontade de abrir um estúdio. Quero um espaço para receber clientes, tomar um bom café e conversar. A fotografia tem me levado para vários lugares, tenho tido a oportunidade de conhecer muitas pessoas, quero expandir isso. Outros países, outras culturas, novas famílias e histórias.

5 – Como conciliar o trabalho com a fotografia e o curso de publicidade?

Olha, conciliando! hahahaha O curso foi uma oportunidade que eu jamais poderia imaginar, sempre tive facilidade para estudar, gravar as coisas e fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, então consigo levar tranquilo, por enquanto. Mas sempre tive em mente que a fotografia é o meu foco, o que eu quero fazer, então é minha prioridade. Com o fim do curso, maior demanda, tem ficado mais intenso e cansativo, mas tenho aprendido a tirar um tempo para cada coisa, cumprir minhas metas e tirar um tempo para mim também, pra não enlouquecer.

 

6 – As fotos premiadas são belíssimas. Como você escolheu as fotos para concorrer?

Obrigada! Escolhi observando outros trabalhos. Me inspiro em fotógrafos que admiro, como são suas fotos premiadas e também o feedback dos jurados de edições anteriores. Nunca faço uma fotografia pensando numa premiação. Eu entro no concurso e penso na fotografia que eu mais gosto, se ela atende ao nível técnico e emocional e o que transmite. Mas convenhamos que não é fácil. Nem sempre sai um prêmio.

7 – O que significa para você, que ainda é uma profissional muito jovem, receber esse reconhecimento? De que forma influencia o desenvolvimento do teu trabalho?

Já pensei ser sorte, hoje penso que é um incentivo. Na maioria do tempo estou me cobrando para fazer um trabalho melhor, vejo os erros e estudo como não cometê-los mais e sei que falta muito para aprender ainda. As premiações me fazem lembrar que meu trabalho não é feito só dos erros que eu me cobro, ele é bom. Então eu comemoro cada vitória e penso ‘ok, agora é hora de fazer melhor’. Eles me desafiam a continuar.

 

8 – Como é lidar com finanças, clientes, cobranças, expectativas… Afinal, como é estar no mercado? Que habilidades você teve desenvolver?

Eu sou a minha pior chefe. Tenho 20 anos e preciso lidar com a minha independência financeira, minha rotina, atendimentos, trabalho, casa e faculdade. Me cobro a todo momento porque a minha vida, profissional e pessoal, depende só de mim e da minha carreira. Tive que aprender a empreender, a me disciplinar, e superar as expectativas minhas e dos outros porque hoje no mercado, ou você supera, ou você é a média, e meu desafio todos os dias é ser acima da média como profissional. Em decisões de comportamento, vida pessoal, sempre tenho que pensar na minha marca, vim de uma cidade pequena, onde todos se conhecem e como minha mãe sempre me disse: ‘Construir uma imagem é difícil, manchar de uma vez é muito fácil’, então, toda responsabilidade é pouca.

 

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