POR:

Vinicius Carpes

Acadêmico de Jornalismo

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Cleunice Faustino

Acadêmica de Jornalismo

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Retratos da Vida

Imagens que representam tudo aquilo que vimos e já sentimos no cotidiano.

13 de novembro de 2019

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Vinicius Carpes

Acadêmico de Jornalismo

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Cleunice Faustino

Acadêmica de Jornalismo

Sabe aquela história que seu pai contava quando você era pequeno? Ou aquele momento desastroso que você viveu na adolescência? É isso que a exposição “Retratos da Vida” busca: resgatar do fundo do nosso cérebro lembranças marcantes da nossa vida. 

 

Até o dia 12 de dezembro, estão expostas na cantina principal da Univel, 11 fotografias do portfólio de Daniel Marcondes, acadêmico de Jornalismo da instituição. Elas representam tudo aquilo que vimos e já sentimos no cotidiano. Aqueles momentos que ajudaram a formar o que somos hoje.

 

Todos temos a própria história, com erros e acertos; fracassos e sucessos. A iniciativa busca também dar vez e voz a quem muitas vezes não seria ouvido. Dar enfoque àquele detalhe especial que só você viu. Comunicar com a luz e sombra da imagem a emotividade do que é ser humano.

 

É por isso que aqui o tempo passa de maneira diferente de outros lugares. O ontem pode ser agora e o amanhã talvez já tenha acontecido. E o hoje? Ah, esse é o nosso maior presente. Aproveite!

 

Daniel Marcondes ainda acredita no ser humano, por mais que existam adversidades. Aprendeu a mexer manualmente em uma câmera na faculdade e desde então nunca mais parou de clicar. Acredita que a fotografia pode mudar a realidade em que vivemos.

 

Confira como foi a conversa com o 360on:

Nos conte sobre a exposição. Qual é o seu objetivo com ela?

A exposição se chama “Retratos da vida”. Por meio dela, tento mostrar aqueles momentos marcantes que ficaram eternizados no sótão obscuro que pode ser o cérebro sem as ricas lembranças que possuímos. É por meio de 11 fotografias de momentos distintos da minha trajetória fotográfica que tento me comunicar com as pessoas que veem as imagens, fazendo elas refletirem mesmo sobre sua história. Tento causar nelas a reflexão dos próprios momentos também, porque se a exposição não tiver um impacto em quem a estiver vendo, talvez não haveria uma explicação plausível para ela estar ali.

 

As fotos apresentam temas variados. Como elas se conectam na exposição?

O que elas têm em comum é a magia da vida, da fagulha da humanidade presente em cada um de nós, foi isso que eu tentei mostrar.

Você tem produzido fotos continuamente, deve ter sido um desafio selecionar as melhores imagens. Quais foram os critérios que você utilizou para a escolha das fotos da exposição?

Busquei no meu acervo aquelas imagens que tem vida própria. Cada uma daquelas fotos tem um nome e uma história. Algumas deram mais trabalho para serem feitas, outras tiveram um resultado final mais interessante, mas todas foram marcantes para mim, positiva ou negativamente

E quanto ao tratamento das imagens, como você decide o que será melhor para a imagem?

Esse é sempre um ponto crucial e polêmico. Depende muito da estética final que desejo para a fotografia, se quero transmitir algo mais sério ou ter um sentimento mais descontraído. No entanto, o que eu geralmente faço é corrigir as informações elementares de uma foto – como exposição, realces e sombras – com ela tendo sido feita em raw (fundamental para uma boa pós-produção). Geralmente não utilizo o Photoshop (até por não saber mexer nele direito), mas na foto do Paulinho Donut’s, por exemplo, fiz uso dele para limpar um pouco a cena e dar mais ênfase no personagem principal.

Fotografia é algo bastante pessoal. Pode revelar muito sobre o que foi fotografado, mas também sobre o fotógrafo. O que representa a fotografia para você?

Há quem diga que fotografar é só “apertar um botão”. Mas para mim, a foto começa no olhar do fotógrafo. Não é raro quando eu paro tudo o que estou fazendo para fazer uma foto que surgiu no “quadro da vida” do olho humano. É por isso que por meio das fotos, tento transmitir tudo aquilo que de bom já vi por aí, eternizar a humanidade das pessoas e também mostrar onde ela pode ser melhorada.

A exposição também tem uma relação com o seu Trabalho de Conclusão de Curso, um site que mistura retratos e histórias. Nos fale um pouco mais sobre esse projeto.

Tentei unir útil ao agradável. Nesse semestre tenho o produto profissional (TCC) no curso de Jornalismo e para ele eu já fiz muitas imagens. A intenção do site, que também se chama “Retratos da vida”, é a mesma da exposição, de desacelerar um pouco em tempos tão frenéticos de internet, ler uma boa história e visualizar boas imagens. Basicamente um conteúdo de qualidade, cada vez tão escasso na nossa sociedade.

PARA ACESSAR O SITE “RETRATOS DA VIDA”, DE DANIEL MARCONDES, CLIQUE AQUI.

O que significa para você ter suas fotos expostas?

É um reconhecimento e tanto. Simplesmente inimaginável quando entrei nesta faculdade em 2016, porque eu sequer sabia fotografar manualmente com uma câmera. A Univel marcou muito a minha vida e ter esse espaço na faculdade só estreita ainda mais esses laços. A exposição é a representação de algo que pretendo trabalhar por toda a minha vida: a contação de histórias, seja por meio de fotos, texto ou vídeo. É o que gosto de fazer e o que quero fazer até o último dia da minha existência.

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